Voto de Confiança

4 de setembro de 2010

O que é um voto de confiança? E por que será que quando alguém nos faz esse pedido, que se tornou tão comum, já não acreditamos? O que aconteceu com a nossa quase infinita capacidade de apostar no escuro e de caminhar seM rumo? É do ser humano cavar para achar ouro, casar para ser feliz, estudar para se formar, empreender para ter sucesso… ainda que todas estas coisas tenham seu grau de risco. O problema, em se tratando do famoso voto de confiança, é que a crença nos valores alheios foge do nosso controle. Quando casamos, colocando nossa história e vida nas mãos de outra pessoa, tem um sentimento nobre envolvido e, então partimos para a frente, mesmo sem nenhuma certeza de um final feliz. Quando estudamos e buscamos uma formação, há um desejo que nos impulsiona para adiante, mesmo sem saber no que vai dar. Quem inicia um negócio próprio tem um sonho e sabe que terá que dormir mais tarde e acordar bem cedo, mesmo sabendo que um dia poderá despertar e tudo ter ido por água abaixo. Um garimpeiro, sem nenhuma prospecção, cava, vai fundo literalmente, acreditando que da terra que brota ouro, ouro tem nas sua entranhas. Em tudo isso é nós e nós mesmos!

Já no caso de uma eleição em que estão em jogo mais que os interesses coletivos, o que os candidatos precisam aprender é que é necessário dissociar o voto que á dado para O CANDIDATO com o benefício PRÓPRIO. As eleições parecem mais uma disputa em que vence o melhor dos que concorrem, do que exatemente o mais capaz, mais preparado para representar uma parcela da população e às suas necessidades. Isso é tão verdade que cartazes, músicas, programas de rádio e televisão servem mais para exaltar e realçar a imagem do que propriamente o interior dos candidatos. Como se beleza tivesse relação com inteligência e capacidade. E há casos que tem. Mas isso não deveria ser fundamental.

Não há voto de confiança nestas eleições. Não votaremos em quem confiamos, porque não há um que tenha esse requisito. Votaremos por dever cívico e cidadania. Votaremos por contigência e osmose. Votaremos por festa, mesmo sabendo que depois vem a ressaca e teremos que limpar a sujeira. Tudo isso porque descobrimos que existe uma coisa pior que a ilusão: A DESILUSÃO!

Os candidatos deveriam se envergonhar disso, PORQUE AINDA EXISTE COISA PIOR QUE MATAR VELINHOS E CRIANCINHAS: MATAR A CONFIANÇA DAS PESSOAS!

Fé cega, faca amolada?

25 de agosto de 2010

A fé que produz resultados é exatamente aquela que abre os olhos. Quando se pede algo para Deus é preciso já enxergar a “coisa” vindo. Andar com Deus é poder caminhar de olhos bem abertos, seguro de que você pode admirar a paisagem, a baleza da beira da estrada, as flores que vicejam e que poucos percebem, preocupados que estão com o caminho e o destino. Quando se confia em Deus parte-se sem rumo e até no escuro, com a cabeça levantada, contemplando as estrelas ao invés de se preocupar com as pedras que podem ferir nossos pés. Quando se é guiado por Ele, não há medo, temor ou dúvida.

Fé cega gera desconfiança e frustração. E frustração é faca amolada, que corta a carne e os vínculos com a soberania do Deus que tudo pode! Acredite nisso!!!

Bom tudo, pra você!

Eu vou cantar uma canção pra mim…

20 de agosto de 2010

Dueto de Renato Russo e Marisa Monte é um balaio cheio de jasmim e hortelã. Foi ouvindo “celeste”, a canção que faz parte de um CD lindo de se ouvir, que amanheci uma sexta-feira bela e alaranjada. Lá fora, enquanto as motos roncam, fuscas buzinam e o galo mistura seu canto com a sirene de uma ambulância nervosa, aqui dentro do meu mundo até parece que não tenho problemas. Tenho? Me desculpe, meu problema, mas estou ouvindo uma canção que me acalma, uma melodia que me adoça o dia com seu mel de abelha rainha.

Não dá pra pensar em outra coisa a não ser que a música que ouço agora, não tenha sido feita para eles mesmos, seus compositores. Pois os versos dizem em claro e bom som: “Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom…”, me levando a crer que fazemos discos, livros, essas coisas, para nós mesmos… e, só depois, para os outros. E aprendo com isso que, quando fazemos algo para nós, com a medida do que precisamos, também é bom para os demais. Daí surge o mercado. Eu comprei um CD que eles fizeram para eles, mas é tão bom que eu também queria um.

Lembro de quando era menino no interior, lugar de fartura, de quando os homens vinham comprar mamão, jaca, cupuaçú, tangerina, laranja; também tinham umas galinhas do nosso imenso terreiro quase sempre muito limpo, que iam no bolo da venda. A gente, menino véi do bucho grande, ficava olhando lá de longe, sabendo que eles estavam levando fruta boa e galinha caipira de primeira. Afinal, a gente já tinha provado das danadas e sabia que eram saborosas. Ou seja, nunca plantávamos para os outros. Era pra nós mesmos tudo aquilo. Mas era tanto e tão bom, que dava até pra ganhar um bom dinheiro com nossas delícias.

Ah! Eu vou fazer uma canção pra mim. Mereço uma letra que fale do que só eu sei. Das coisas que superei, dos jardins que plantei e das flores que cuidei, que eram pra você, mas eu me dei, causando inveja, de tão viçosas, graúdas e com aquele perfume que só eu senti. Se nesta canção eu falar de você, é porque você só me faz bem…

Bom dia!

Como torcer para um time que não faz gol?

16 de agosto de 2010

Quando vi a pequena torcedora do Corinthians chorando no Domingão do Faustão, pensei nos eleitores do Pará. A menina fez um protesto emocionado, questionando o time para quem ela torce e o porquê da falta de gols. E, pior, por que ele, o Corinthians, estava “fazendo isso com ela”… quanto a nós, eleitores paraenses, falta-nos time. Não há nem para quem torcer. Os candidatos são tão previsíveis, tão bolas murchas, que não levam ninguém a esperar por um resultado positivo. Aliás, “resultado positivo” em se tratando de diagnóstico todo mundo sabe que não é positivo.

A atual governadora abandonou a região de Carajás à própria sorte. Estradas destruidas, escolas desabando, professores arrochados por salários minguados, alunos desasistidos, enfim, o caos. Os sem terra começaram uma onda de invasões e, por pouco, não vimos se repetir com um banho de sangue a tragédia da curva do esse, do famigerado episódio de Eldorado.

Simão, todo mundo conhece!

Tá difícl desse jeito. Resta-nos encafifarmos num canto da casa e chorarmos copiosamente, batendo o pé e fazendo beiço para ver se alguém leva a sério a nossa fome de gol, de resultado, de desempenho. Porque a nossa pergunta, em se tratando de candidatos aqui no Pará, é a mesma da pequena torcedora corintiana, magoada com o retrospecto do seu time.

Diante do marasmo e da falta de esperança, o paraense sofre desesperança e abandono.

Os mudos e a cega

12 de agosto de 2010

Sou imensamente grato aos amigos, colegas da imprensa, companheiros de trabalho, gente do público de modo geral que se manifestaram solidariamente a nós no episódio do poste abaixo. Uma prova inconteste de que apesar de quando nos precisamos mutuamente, somos atingidos igualmente e a reação é em massa e com força. Essa força que temos e muitas vezes não sabemos. Prova também de que já não aceitamos ditadura seja ela qual for, disfaçada do que quer que seja. Somos livres para tropeçar em palavras e não aceitamos mais que em nome de uma Justiça Cega nos calem a boca, só porque o que falamos é faca, é farpa, é lâmina. Se nossas palavras ferem as peles sensíveis dos insensíveis não é porque nossas facas sejam amoladas, nem porque nossas palavras sejam ferinas, mas porque a verdade doi, seu moço! Só por isso!

Obrigado, companheiros de grito! Quando será que os que desejam nos calar vão aprender que não se pode silenciar os trovões, não podem calar o clamor dos rios, abafar o urro das matas,  nem zerar o volume do sussurro dos oprimidos ou o gemido das  ruas? Que quanto mais se mexe nos “reverbes” dos conscientes, mas barulho nos fazemos!

Que nossas vozes se multipliquem sempre que tentarem nos apontar seus decibelímetros sejam de quais calibres forem…

A Lei da Mordaça e a Cegueira da Justiça

11 de agosto de 2010

Fui intimado pela justiça e me apresentarei para ouvir, de cabeça erguida o que o Meritíssimo Juiz tem a proferir. A ordem judicial chegou com o ar de oficialidade que circunstâncias assim exigem e me deixou desinformado sobre as motivações da “convocação”. Segundo apurou um colega da imprensa, a razão pela qual devo me apresentar para a referida audiência, seriam meus comentários e “noticiamentos” do Caso Ana Karina. Ana foi sequestrada, torturada e morta no dia do aniversário de Parauapebas. Ela estava grávida, prestes a ter o Gabriel, nome do filho que esperava já há nove meses completos. As investigações conluiram que o bebê chegou a nascer no momento do assassinato da mãe e o corpo de Ana colocado em um tambor e jogado no rio Itacaiunas, na divisa de Parauepebas com Marabá. Os principais acusados estão presos, mas, mesmo com todos os esforços das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e da família da vítima, os restos mortais da comerciária não foi localizado.

O crime gerou grande comoção, principalmente porque Ana estava grávida e as últimas informações prestadas por Dona Maria Íres, mãe de Karina, apontam para a real possibilidade do seu neto ter nascido, sequestrado e talvez esteja vivo.

Quanto ao meu papel, como indivíduo social e como profissional da comunicação, transmiti informações e, como comunicador social, resguardado pela Constituição e pela Lei de Imprensa, usei das prerrogativas de fazer a defesa da linha editorial e jornalística do veículo para o qual presto serviço através de comentários bem fundamentados, mas com a emoção que um caso como esse exige. E como ser humano, que sou, acima do rofissional que me tornei, talvez tenha ultrapassado determinadas linhas. Mais que isso, faço o que faço para a sociedade civil, para a qual trabalho e o faço com prazer e dedicação. Faço-o e farei sempre, certo de que como comunicadores, nós, radialistas, muitas vezes somos os únicos defensores da comunidade.

Suspeitos, acusados, réus, criminosos confessos, bandidos anônimos, conhecidos ou famosos, todos têm direito a um advogado. Muitos desses profissionais do direito nos ofendem com defesas açodadas e que rumam na mão do desrespeito aos direitos da vítima. Já a sociedade civil vive enclausurada, traumatizada, com medo da violência e refém de leis que mais protegem quem pratica o mal do que quem faz o bem. Alguém precisa sair em defesa dessa sociedade. Ao fazer isso podemos errar, não resta dúvida. Mas é o erro humanamente compreensível. Que a JUSTIÇA nos julgue com os OUVIDOS nesse caso, já que seus olhos estão vendados…

VIVER O MOMENTO, MAS VER O FUTURO

5 de agosto de 2010

Abri o Novo Testamento que ganhei num sábado desses nas ruas de Parauapebas (aqui no sudeste do Pará), entregue pelos Os Gideõe Internacionais do Brasil, e Deus falou comigo.

Todos os dias faço minha oração lá no quintal de casa, depois os exercícios físicos e, só então venho para nossa empresa, uma agência de publicidade, que é responsável pela produção de sites, guias da região e pela Revista Mais. Como em toda empresa enfrentamos os altos e baixos da economia, dos humores do mercado, do fluxo de caixa dos clientes, das reservas dos sócios e do entusiasmo e boa vontade dos colaboradores. Lidar com tudo isso não é simples, mas quando a gente convida um super sócio para o negócio é menos complicado. Convidei Deus para me ajudar nesse sonho, que é da maioria dos brasileiros que planejam seus empreendimentos do zero, do nada.

Pois bem, venho todos os dias cedinho, caminhando pelas ruas, vendo o movimento, curtindo o friozinho bom dessas manhãs de julho e agosto, e gosto muito do que vejo e sinto. O carro fica em casa, para só mais tarde minha mulher e filhos se juntarem a mim na empresa. Nesse espaço de uma hora ou mais, sozinho, me reúno com Deus e deixo Ele me dar as primeiras orientações do dia. E, foi assim que hoje, ao abrir esse livrinho que fica sobre minha mesa na nossa sala entulhada de ideias, papeis, metas, prazos e compromissos, que deixei as palavras textuais invadirem meu coração, vindo brisa suave, direto lá do céu para meus ouvidos impregnados de barulhos humanos. Foi tão bom “ouvi” aquilo que meu íntimo todo esperava, pois na luta diária a gente tem a mania de focar apenas no presente, envolvidos que estamos com planilhas, gastos, custos… e, quase sempre esquecemos da infinitude de Deus, da imensidão de suas promessas, da longevidade dos seus dias. Precisamos saber que o momento é para ser vivido, lógico, mas não podemos jamais deixar de olhar para o futuro, aonde está todo o fruto maduro das nossas plantações de agora. Foi isso que Ele me disse através das finas páginas do Testamento que Ele me deixou: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. – ROMANOS 8, VERSÍCULO 18.

Depois dessas palavras não tem como ter um dia ruim. Obrigado, meu Sócio Majoritário!

SEXTA-FEIRA, 30/07/2010

30 de julho de 2010

Quando os dias forem de sol, aqueça-se. Quando forem de chuva, mereça. A felicidade que depende do tempo e está sujeita à chuvas e trovoadas, precisa de um coração aquecido e iluminado e, também, de calma e paz nos momentos em que tudo muda”

EXERCÍCIOS MATINAIS

30 de julho de 2010

amanhecer-1

Durmo coberto de estrelas, num lençol de céu. Como bom paraense, gosto de uma rede para descansar e sonhar. E gosto tanto de dormir que acordo várias vezes só para ver que ainda tem bastante noite pela frente. Ao acordar com os pardais festando, galos cantando nos quintais vizinhos, menino fazendo algazarra, carros em movimento, parto ainda lento para o meu exercício matinal. Há tempos desenvolvo uma rotina. Vou até os fundo da casa, e, bem antes que qualquer alongamento, me ajoelho de frente para onde nasce o sol e faço minha pequena oração. Chamo a isso de “exercício da alma”. Alma tem músculos? Só sei que ela se alimenta de um tipo de pão diferente e se fortalece com uma outra forma de ginástica. Enquanto o físico da gente precisa de movimento, a alma necessita de calma e paz de espírito. Ao corpo as flexões, à alma as reflexões.

E, assim, estou pronto para enfrentar as batalhas de um dia que começa com corpo e alma plenos e prontos para, com Deus, ser mais que vencedor! Bom dia!

Segunda-feira, 26 de julho.

26 de julho de 2010

“SEGREDO DO SUCESSO: ACREDITAR SEMPRE, FÉ CONSTANTE E AÇÃO PERMANENTE”